Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que a engenharia de infraestrutura contemporânea não pode mais ser avaliada apenas pela entrega física da obra, mas pela capacidade de o ativo manter desempenho estável ao longo do tempo. Em ambientes marcados por pressão operacional, variações de demanda e eventos imprevisíveis, a resiliência passa a ser um critério central para decisões de engenharia que impactam diretamente a continuidade de serviços essenciais.
A noção de resiliência operacional desloca o foco tradicional da engenharia, antes concentrado em prazos e custos imediatos, para uma leitura mais ampla, na qual o comportamento do ativo diante de falhas, sobrecargas e mudanças externas assume papel determinante.
Resiliência operacional como parâmetro técnico e não como conceito abstrato
Na prática da engenharia de infraestrutura, resiliência operacional significa projetar sistemas capazes de absorver impactos sem perda significativa de funcionalidade. Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ativos estratégicos como corredores logísticos, plantas industriais, infraestruturas energéticas e equipamentos urbanos precisam ser concebidos considerando ciclos de estresse reais, e não apenas parâmetros normativos mínimos.
Essa visão técnica envolve decisões como redundância inteligente, escolha criteriosa de materiais, dimensionamento adequado de sistemas auxiliares e previsão de acessos para manutenção. Quando esses elementos não são incorporados desde a concepção, a obra pode até cumprir sua função inicial, mas se torna vulnerável a interrupções que geram custos elevados e riscos operacionais.

A relação entre decisões de projeto e continuidade operacional
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim observa que muitos problemas de operação não decorrem de falhas construtivas evidentes, mas de escolhas técnicas feitas ainda na fase de projeto. Sistemas subdimensionados, layouts pouco flexíveis e ausência de rotas alternativas de operação tendem a comprometer a continuidade do serviço ao longo do tempo.
Nesse sentido, a engenharia voltada à resiliência demanda integração entre disciplinas, evitando decisões isoladas que otimizam um componente, mas fragilizam o conjunto. A continuidade operacional depende da coerência entre estrutura, sistemas, processos e lógica de uso do ativo, especialmente em infraestruturas críticas que não admitem paralisações frequentes.
Ativos estratégicos e o custo invisível da baixa resiliência
Na avaliação técnica de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a ausência de resiliência operacional costuma gerar um custo invisível que se acumula ao longo do ciclo de vida da infraestrutura. Interrupções recorrentes, manutenções corretivas e adaptações tardias tendem a consumir recursos superiores aos investimentos necessários para uma concepção mais robusta.
Esse custo não se limita ao aspecto financeiro. Ele afeta a confiabilidade do serviço, a segurança dos usuários e a previsibilidade operacional, fatores especialmente sensíveis em ativos estratégicos vinculados à saúde, logística, energia e abastecimento. A engenharia, nesse contexto, assume papel decisivo na mitigação de riscos sistêmicos. Projetos que ignoram essa lógica acabam transferindo problemas técnicos para a fase de operação, onde as soluções são mais caras, mais complexas e frequentemente disruptivas.
Engenharia orientada à resiliência como vantagem estrutural de longo prazo
A engenharia de infraestrutura orientada à resiliência operacional, conforme analisado por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, representa uma vantagem estrutural que ultrapassa a lógica da obra isolada. Ativos concebidos com esse critério tendem a apresentar maior estabilidade de desempenho, melhor capacidade de adaptação e menor exposição a falhas críticas.
Essa abordagem fortalece a relação entre engenharia, gestão e estratégia, permitindo que a infraestrutura acompanhe transformações econômicas e tecnológicas sem perda significativa de eficiência. Em um cenário de crescente complexidade, a resiliência deixa de ser um diferencial e passa a integrar o núcleo das decisões técnicas responsáveis. Ao incorporar essa lógica desde as etapas iniciais, a engenharia contribui não apenas para a entrega do ativo, mas para sua permanência funcional.
Autor: Boris Ivanovich