Formações do CULTSP PRO começam em setembro e abordam economia criativa, gestão cultural, curadoria, produção e montagem de exposições.
Mogi das Cruzes entra em uma nova rodada de capacitação voltada aos profissionais da cultura e da economia criativa. A cidade recebe em setembro dois cursos presenciais e gratuitos do CULTSP PRO – Escola de Profissionais da Cultura, programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, realizado no município com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
As formações são “Economia Criativa: Estruturar, Fortalecer, Ampliar” e “Para Fazer uma Exposição: Curadoria, Expografia, Produção e Montagem”. Juntas, tiveram 35 vagas disponibilizadas e serão realizadas no Centro Cultural e na Pinacoteca de Mogi das Cruzes. A primeira começa neste sábado, 12 de setembro, enquanto a segunda terá atividades entre 21 de setembro e 23 de novembro.
A iniciativa aproxima profissionais, artistas e produtores locais de conhecimentos relacionados à gestão, sustentabilidade de projetos, economia criativa e produção cultural. Mais do que ensinar aspectos técnicos, os cursos procuram fortalecer a profissionalização de um setor que reúne atividades artísticas, turismo, patrimônio, eventos e diferentes serviços criativos.
O que os cursos oferecem aos profissionais de Mogi?
A primeira formação, “Economia Criativa: Estruturar, Fortalecer, Ampliar”, terá aulas nos dias 12 e 19 de setembro, aos sábados, das 9h às 18h, no Centro Cultural de Mogi das Cruzes.
Foram disponibilizadas 20 vagas, com carga horária total de 16 horas. O conteúdo trabalha os fundamentos da economia criativa e as diferenças em relação à economia da cultura, além de apresentar ferramentas que podem ajudar grupos e organizações culturais a estruturar suas atividades.
Uma das propostas é permitir que os participantes desenvolvam um plano de economia criativa a partir da análise de casos. O conteúdo também aborda formas de fortalecer ações coletivas e ampliar a atuação de iniciativas culturais por meio da conexão com áreas como turismo e educação.
Essa abordagem é relevante porque o setor cultural não depende apenas da produção artística. Para transformar projetos em atividades sustentáveis, profissionais também precisam lidar com planejamento, organização, financiamento, parcerias e estratégias de desenvolvimento.
A formação será ministrada por Ciça Pereira, gestora cultural com experiência em projetos socioculturais, gestão de carreiras e curadoria. Sua atuação inclui iniciativas relacionadas à economia criativa e à produção cultural.
O segundo curso terá uma proposta mais específica para as artes visuais. “Para Fazer uma Exposição: Curadoria, Expografia, Produção e Montagem” pretende acompanhar diferentes etapas necessárias para transformar uma ideia em uma exposição.
As aulas serão realizadas na Pinacoteca de Mogi das Cruzes, às segundas e quartas-feiras, das 13h às 17h, entre 21 de setembro e 23 de novembro. Foram disponibilizadas 15 vagas e a carga horária total será de 68 horas.
Como a capacitação pode fortalecer a economia criativa?
O mercado cultural envolve uma cadeia muito maior do que artistas e espaços de exposição. Produtores, técnicos, curadores, designers, gestores, comunicadores, fotógrafos e prestadores de diferentes serviços também participam da realização de projetos.
Por isso, capacitação profissional pode ter impacto direto sobre a capacidade de uma cidade desenvolver sua economia criativa. Quanto maior o conhecimento sobre gestão, produção e organização de projetos, melhores são as condições para transformar ideias culturais em iniciativas estruturadas.
O curso de economia criativa aborda justamente essa conexão. Os participantes terão contato com conceitos que ajudam a compreender como cultura pode dialogar com outras atividades econômicas, entre elas turismo e educação.
Para Mogi das Cruzes, essa relação possui potencial particular. O município reúne patrimônio histórico, equipamentos culturais, produção artística e manifestações tradicionais que podem ser integradas a atividades de turismo, eventos e empreendedorismo.
Já a formação dedicada às exposições entra em uma área mais técnica. O programa inclui fundamentos de curadoria, expografia, comunicação visual, acessibilidade, mediação e produção.
Na prática, isso significa compreender desde a escolha e organização das obras até a maneira como o público circula pelo espaço e recebe as informações apresentadas. Uma exposição exige decisões sobre iluminação, posicionamento, narrativa, segurança, acessibilidade e relacionamento com visitantes.
O curso será ministrado por Diana Vaz, profissional com experiência em produção, curadoria e educação no setor cultural. A formação pretende combinar conteúdo teórico com atividades colaborativas e estudos de caso.
Essa profissionalização pode ajudar artistas e produtores locais a desenvolver projetos mais consistentes e aumentar suas possibilidades de atuação em museus, galerias, centros culturais, festivais e iniciativas independentes.
Por que Mogi recebe essas formações?
A chegada das atividades está relacionada ao GIRO PRO Territórios, estratégia do CULTSP PRO que busca levar qualificação profissional gratuita para diferentes regiões do Estado de São Paulo.
Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, a realização dos cursos no município ocorreu após articulação entre as equipes locais e o programa estadual. A intenção é ampliar o acesso da classe artística e dos profissionais da cultura a formações especializadas sem necessidade de deslocamento para outros centros.
Esse processo também contribui para descentralizar oportunidades. Grande parte dos cursos, encontros e redes profissionais da economia criativa costuma se concentrar na capital paulista. Quando as atividades chegam a municípios como Mogi, profissionais locais passam a ter acesso mais próximo à capacitação.
A escolha de equipamentos culturais da própria cidade também reforça essa integração. O curso de economia criativa será realizado no Centro Cultural de Mogi das Cruzes, enquanto a formação sobre exposições ocorrerá na Pinacoteca.
O início das atividades acontece em um momento de crescente discussão sobre a cultura como atividade econômica. Além de seu valor artístico e social, projetos culturais movimentam profissionais, serviços, fornecedores e espaços, criando uma cadeia de trabalho que pode gerar renda e oportunidades.
Para quem trabalha no setor, dominar apenas a atividade artística nem sempre é suficiente. Planejamento, elaboração de projetos, produção, formação de redes e compreensão de modelos econômicos também podem determinar a continuidade de uma iniciativa.
As formações do CULTSP PRO procuram atuar justamente nessa lacuna. O objetivo é oferecer conhecimento aplicável à rotina profissional, aproximando produção cultural de ferramentas de gestão e planejamento.
Com as primeiras aulas marcadas para 12 de setembro, Mogi das Cruzes passa a receber uma programação que coloca profissionalização e economia criativa no centro do debate cultural local.
O impacto das atividades não dependerá somente do número de participantes. O principal resultado poderá aparecer posteriormente, quando o conhecimento adquirido for utilizado na criação de exposições, eventos, projetos culturais e novos modelos de atuação profissional.
Para Mogi, investir na formação desse público significa também fortalecer uma cadeia que conecta cultura, economia, turismo, educação e empreendedorismo. Ao ampliar a qualificação disponível localmente, a cidade cria condições para que artistas e produtores transformem conhecimento criativo em projetos mais estruturados e sustentáveis.
Fontes: Prefeitura de Mogi das Cruzes — cursos gratuitos do CULTSP PRO · Prefeitura de Mogi — informações sobre vagas, datas e conteúdos.