Maternidade de Mogi passa a concentrar atendimento materno-infantil e abre pronto atendimento 24 horas

Por Nils Vardalen 9 Min de leitura

Nova estrutura em Braz Cubas conclui implantação e se torna referência para urgências obstétricas e atendimento materno-infantil pelo SUS.

Mogi das Cruzes concluiu uma das principais mudanças recentes na estrutura municipal de saúde com o funcionamento integral da Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, em Braz Cubas. A unidade abriu seu Pronto Atendimento Obstétrico 24 horas e passou a concentrar o atendimento materno-infantil realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

O novo serviço começou a funcionar às 7h de 31 de agosto e marcou a terceira e última etapa de implantação da Maternidade Municipal. A partir da mudança, gestantes que precisam de atendimento obstétrico de urgência ou emergência passaram a ser direcionadas à nova unidade. A transferência também encerrou a prestação dos serviços de maternidade que anteriormente eram realizados pela Santa Casa de Mogi das Cruzes.

A estrutura possui 90 leitos, quatro salas cirúrgicas, UTI Neonatal, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais e capacidade projetada para realizar até 400 partos e 2 mil atendimentos obstétricos de urgência por mês. A concentração dos serviços modifica a organização da assistência às gestantes, mães e recém-nascidos na cidade.

O que muda no atendimento às gestantes em Mogi?

A principal mudança é a definição da nova Maternidade Municipal como referência para o atendimento obstétrico pelo SUS em Mogi das Cruzes.

Com o funcionamento do Pronto Atendimento Obstétrico durante as 24 horas do dia, casos de urgência e emergência passaram a ser atendidos diretamente na unidade localizada na Rua Francisco Affonso de Melo, 550, em Braz Cubas.

Até então, parte desses serviços era realizada pela Santa Casa. A transferência foi organizada gradualmente para evitar uma mudança abrupta no atendimento e permitir que equipes, instalações e protocolos da nova maternidade fossem colocados em funcionamento por etapas.

A primeira fase começou depois da inauguração da unidade, realizada em maio. No dia 25 daquele mês, a maternidade iniciou os atendimentos relacionados ao programa Mãe Mogiana, oferecendo consultas, exames e acompanhamento às gestantes.

A segunda etapa ocorreu em agosto, quando começaram os partos previamente agendados. A unidade ultrapassou 90 nascimentos ainda antes da conclusão definitiva da implantação.

Finalmente, em 31 de agosto, entrou em funcionamento o Pronto Atendimento Obstétrico 24 horas. Com isso, a Prefeitura considerou concluída a transferência dos serviços materno-infantis para o novo complexo.

A mudança é especialmente importante para as gestantes que apresentarem sintomas que exijam avaliação imediata. Em vez de procurar a antiga estrutura de maternidade da Santa Casa, o atendimento obstétrico de urgência e emergência pelo SUS está concentrado na Maternidade Municipal.

Como é a estrutura da nova Maternidade Municipal?

A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa foi projetada como um complexo especializado no atendimento às mulheres, gestantes e recém-nascidos.

Segundo informações oficiais do município, o prédio possui sete andares e 90 leitos. A capacidade planejada chega a aproximadamente 400 partos mensais e 2 mil atendimentos obstétricos de urgência por mês.

A estrutura conta ainda com quatro salas cirúrgicas, UTI Neonatal, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais, Pronto Atendimento Obstétrico e ambientes destinados ao pré-parto, parto e pós-parto.

Há também alojamento conjunto para mães e bebês e um Banco de Leite Humano, importante tanto para incentivar a amamentação quanto para apoiar recém-nascidos que necessitam de leite materno.

Outro serviço integrado à unidade é o Mãe Mogiana. O programa concentra diferentes etapas do acompanhamento da gestação, incluindo exames de ultrassonografia, cardiotocografia e exames laboratoriais.

A maternidade também possui uma Sala Lilás destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, além de espaços e serviços relacionados ao apoio à amamentação e à preparação das famílias para o nascimento.

A proposta é reunir em uma única estrutura diferentes etapas do cuidado materno-infantil, evitando a fragmentação do atendimento entre unidades distintas.

A administração da maternidade é realizada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (ISHAOC). A implantação e a transferência dos serviços foram planejadas em conjunto com a Prefeitura, a Santa Casa e o Governo do Estado.

Por que a mudança é importante para a saúde de Mogi?

A concentração do atendimento materno-infantil representa uma reorganização significativa da rede municipal de saúde. Em vez de manter diferentes etapas da assistência obstétrica distribuídas entre estruturas distintas, a nova maternidade reúne consultas, acompanhamento, partos e atendimento emergencial.

Essa integração pode facilitar a continuidade do cuidado. Uma gestante acompanhada durante a gravidez pode utilizar a mesma estrutura para exames, parto e eventual atendimento de urgência, dependendo das necessidades clínicas e dos encaminhamentos realizados pela rede.

A implantação gradual também teve como objetivo preparar as equipes antes da operação integral. O planejamento da transferência começou meses antes da abertura definitiva e incluiu treinamento dos profissionais e organização dos fluxos assistenciais.

Um marco ocorreu logo depois da abertura do Pronto Atendimento Obstétrico. Em 1º de setembro, a Prefeitura anunciou que a unidade havia alcançado o 100º parto desde o início dos nascimentos, iniciado em agosto.

O centésimo nascimento ocorreu justamente no período em que a maternidade começou a receber partos não agendados por meio do atendimento obstétrico 24 horas, mostrando que a unidade já havia avançado da fase inicial para a operação mais completa.

Para os moradores, a informação mais importante é saber para onde se dirigir em uma emergência obstétrica. Com a nova organização, a Maternidade Municipal de Braz Cubas tornou-se a referência para esses atendimentos pelo SUS.

A estrutura também aumenta a capacidade instalada do município para situações que exigem cuidados especializados com recém-nascidos. A existência de UTI Neonatal e de uma unidade intermediária permite acompanhar bebês que necessitem de assistência adicional depois do nascimento.

O desafio daqui para frente será garantir que a capacidade prevista se traduza em atendimento eficiente à população. Uma estrutura de grande porte exige equipes suficientes, manutenção de equipamentos, disponibilidade de insumos e integração permanente com UBSs e outros serviços municipais.

A concentração dos atendimentos também torna o desempenho da maternidade ainda mais importante para a rede pública. Como a unidade passa a ser referência municipal para o cuidado materno-infantil pelo SUS, qualquer aumento de demanda precisa ser acompanhado de planejamento operacional.

Com a conclusão das três etapas, porém, Mogi das Cruzes encerra a fase de implantação e entra em uma nova etapa: a consolidação da maternidade como principal estrutura pública especializada no atendimento de gestantes, mães e recém-nascidos da cidade.

Para as famílias mogianas, a mudança estabelece um endereço de referência para o cuidado obstétrico e reúne diferentes serviços em um mesmo complexo. Depois do início dos atendimentos em maio, dos primeiros partos em agosto e da abertura do pronto atendimento 24 horas no fim daquele mês, a Maternidade Municipal passa agora a operar como peça central da assistência materno-infantil de Mogi das Cruzes.

Fontes: Prefeitura de Mogi das Cruzes — Secretaria de Saúde e Bem-Estar · Prefeitura de Mogi — estrutura da Maternidade Leila Caran Costa · Diário do Estado — abertura do Pronto Atendimento Obstétrico 24 horas · Notícias de Mogi — conclusão da implantação e 100º parto

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