A avaliação de Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, aponta que uma das decisões mais relevantes da cadeia de suprimentos é frequentemente tomada com base em um único número: o preço unitário da embalagem. Essa lógica tende a favorecer opções descartáveis, mais baratas na compra, porém deixa de fora custos que só aparecem ao longo da operação, como avarias, reposição, descarte e espaço ocupado em armazéns.
O debate sobre embalagens retornáveis mostra a diferença entre custo de aquisição e uso, especialmente em cadeias de fornecimento regulares, como as do setor automotivo e da linha branca, onde as embalagens passam por várias entregas e não são consumidas.
Nesse contexto, o plástico corrugado se destaca por sua versatilidade e eficiência. Leve, impermeável e resistente, o material permite fabricar caixas retornáveis, autoempilháveis, desmontáveis e também versões one way, o que coloca as duas alternativas sobre a mesma base técnica e torna a comparação mais objetiva.
Qual a diferença entre embalagem retornável e one way?
A embalagem one way é projetada para uma única viagem. A embalagem acompanha o produto até o destino final e, posteriormente, é descartada ou encaminhada para a reciclagem. Essa opção é adequada para remessas esporádicas, exportações e rotas em que o retorno do material ao ponto de origem seria inviável ou excessivamente oneroso.
A embalagem retornável suporta múltiplos ciclos de transporte, manuseio e armazenagem. Nesse modelo, as peças são enviadas pelo fornecedor, esvaziadas pelo cliente e utilizadas novamente no circuito, criando uma operação contínua.
Segundo a análise de Elias Assum Sabbag Junior, a escolha entre os dois formatos não deve partir de uma preferência abstrata por sustentabilidade ou economia, mas das características da rota. Os fatores determinantes para a definição da alternativa que proporciona o menor custo total ao longo do tempo são: frequência de entregas, distância, volume transportado e existência de um fluxo de retorno.
Contrariando a crença popular, o formato one way não se caracteriza necessariamente por ser frágil. Fabricado em plástico corrugado, o produto apresenta resistência à umidade e à compressão superior à de muitas embalagens de fibra. Além disso, pode ser reciclado ao fim do uso, já que o polipropileno é integralmente reciclável.
O plástico corrugado como alternativa para reduzir custos logísticos
O principal argumento econômico das embalagens retornáveis está na diluição do investimento inicial. Embora a aquisição inicial de uma caixa seja mais onerosa, seu uso contínuo resulta em um custo por viagem inferior ao de uma embalagem descartável substituída a cada entrega. O plástico corrugado é um material que proporciona essa vantagem, pois combina durabilidade com peso reduzido.

A leveza afeta o frete e a ergonomia. Caixas mais leves aumentam a carga útil e facilitam o manuseio. A rigidez necessária é preservada, e os modelos desmontáveis reduzem o volume ocupado no trajeto de volta, um dos custos da logística reversa.
O empresário Elias Assum Sabbag Junior observa que a proteção da carga também é um fator relevante nesse contexto. A utilização de divisórias, colmeias e separadores internos produzidos no mesmo material evita o atrito entre peças e reduz as avarias. Além disso, uma redução nas avarias costuma ter impacto financeiro maior do que a própria diferença de preço entre embalagens.
A embalagem pode ser lavada entre os ciclos, pois o polipropileno não absorve água. Além disso, as versões com alvéolos fechados impedem o acúmulo de resíduos nos canais internos. Em cadeias de alimentos e hortifrúti, a reutilização é viável, pois a embalagem é higênica.
Quais fatores avaliar antes de adotar embalagens retornáveis?
A implantação de embalagens retornáveis exige mais do que a simples substituição de um item por outro. O modelo depende de controle sobre o inventário em circulação, de acordos claros entre fornecedor e cliente sobre a devolução e de processos de inspeção para retirar de uso as unidades danificadas antes que comprometam a carga.
Para Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, o dimensionamento correto é a etapa que mais influencia o retorno do investimento. Uma caixa projetada com folga excessiva pode resultar em um desperdício de espaço durante o transporte, enquanto uma especificação subdimensionada pode reduzir a vida útil do produto e anular a vantagem econômica do sistema.
É imprescindível que se dê atenção à integração com os demais elementos da cadeia produtiva. Nesse sentido, Elias Assum Sabbag Junior é enfático quando enfatiza que a embalagem deve ser compreendida como um elemento de um sistema. Mangas de pallet, shuttles e separadores são componentes de um mesmo conjunto logístico, e a compatibilidade entre eles e as dimensões dos pallets e veículos utilizados determina o aproveitamento real da carga em cada viagem.
Embalagem passa a integrar a estratégia logística
Por fim, ao longo desse percurso, nota-se que a comparação entre embalagens retornáveis e one way é justa apenas quando considera o ciclo completo de uso. O preço de compra é apenas o ponto de partida de uma conta que inclui custos com frete, avarias, armazenagem, retorno e destinação final do material.
A experiência de Elias Assum Sabbag Junior com embalagens plásticas corrobora a premissa de que não há uma resposta única para todas as operações. Rotas regulares e de curta distância tendem a favorecer sistemas retornáveis, enquanto remessas pontuais ou de longa distância podem justificar o formato descartável, desde que o material seja reciclável.
O percurso demonstra que o plástico corrugado amplia as possibilidades de escolha ao oferecer as duas alternativas com a mesma base técnica. É responsabilidade da empresa analisar sua própria cadeia de suprimentos com rigor, a fim de transformar a embalagem em um instrumento de eficiência, e não em uma despesa recorrente.