A Operação Scammer tem sido um marco importante na luta contra crimes de estelionato, especialmente no que diz respeito aos golpes direcionados a idosos. Realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, a operação visa desmantelar redes criminosas envolvidas em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. Este esforço tem como objetivo principal proteger a população mais vulnerável, que tem sido alvo de fraudes financeiras cada vez mais sofisticadas.
Durante a operação, realizada em março de 2025, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Mogi das Cruzes, Praia Grande, Mongaguá e Poá. O nome “Scammer” faz referência ao ato de enganar pessoas para obter ganhos ilícitos, e isso é exatamente o que a operação tenta impedir: a prática de golpes envolvendo falsas promessas de atendimento bancário. Além disso, busca desmantelar redes criminosas envolvidas no uso indevido de informações bancárias.
As investigações começaram em agosto de 2024, quando um caso envolvendo um idoso de 75 anos foi identificado. Este senhor foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 80.000,00. Os criminosos se passaram por funcionários de um banco e conseguiram, através de chamadas telefônicas, instalar aplicativos de acesso remoto no celular da vítima. A partir daí, realizaram transações fraudulentas em sua conta bancária.
A técnica usada pelos criminosos é conhecida como o “golpe da falsa central de atendimento”, em que se faz uma ligação, alegando que há problemas com a conta bancária da vítima, e solicitam que informações sigilosas sejam fornecidas. Essas informações são utilizadas para acessar as contas e transferir o dinheiro das vítimas sem seu conhecimento. A ação da Polícia Civil tem sido fundamental para desbaratar essas quadrilhas que se aproveitam da vulnerabilidade de idosos.
No total, a Operação Scammer resultou na prisão de quatro pessoas, sendo três mulheres e um homem. Além das prisões, a polícia apreendeu diversos materiais usados pelos criminosos, como celulares, cartões bancários e maquininhas de cartão. Isso demonstra a grande estrutura criminosa por trás desses golpes, que contam com o apoio de tecnologias avançadas para manipular suas vítimas e ocultar suas identidades.
O trabalho da Polícia Civil também inclui um esforço significativo de cooperação entre diferentes estados, com o apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). A operação foi coordenada pela Delegada Carla Dolores Castro de Almeida, titular da Delegacia de São Sepé. A colaboração entre as polícias de diferentes estados tem sido essencial para o sucesso da operação, refletindo a importância de uma atuação conjunta no combate a crimes transnacionais como o estelionato.
Além de combater fraudes bancárias, a operação também foca em coibir a lavagem de dinheiro, que frequentemente acompanha essas ações criminosas. Muitas vezes, os criminosos usam métodos sofisticados para esconder a origem ilícita dos recursos que roubam das vítimas. Com isso, a Operação Scammer não apenas desmantela as quadrilhas de estelionatários, mas também age contra a ocultação do dinheiro ilícito, dificultando ainda mais a continuidade dessas atividades ilegais.
O sucesso da operação traz um alerta importante para os cidadãos, especialmente os mais idosos, que devem estar sempre atentos a possíveis fraudes e golpes. A prevenção é uma ferramenta crucial na luta contra o estelionato, e é fundamental que a população esteja bem informada sobre as táticas utilizadas pelos criminosos. Com o esforço contínuo de ações como a Operação Scammer, espera-se reduzir significativamente os danos causados por esse tipo de crime, garantindo mais segurança e tranquilidade para todos.
Autor: Galina Sokolova
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital