Como ressalta o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o controle de produtividade em obra costuma ser confundido com cobrança de ritmo, mas produtividade real é outra coisa: é avanço com baixa variabilidade. Se o seu objetivo é medir o que realmente afeta o cronograma, continue a leitura e veja como a execução estrutural orienta indicadores práticos.
Quando o indicador mede repetição e não esforço?
Uma obra pode parecer rápida e ainda assim ser improdutiva se precisa refazer partes do que executou. À vista disso, controlar produtividade exige observar consistência: quanto a equipe avança por ciclo e quão previsível é esse avanço ao longo de pavimentos e frentes. Em sistemas estruturais, a repetição do ciclo de execução é um sinal direto de processo maduro.
Produtividade sustentável é a que preserva qualidade e reduz retrabalho. Como resultado, indicadores práticos devem conversar com execução estrutural, pois a estrutura define alinhamentos, tolerâncias e interfaces que afetam todas as etapas seguintes.
Ciclo de pavimento e tempo por etapa: O indicador que traduz fluxo estrutural
O ciclo de pavimento, quando aplicável, é um termômetro do fluxo de obra. Ele evidencia se a estrutura está permitindo avanço repetível ou se está criando interrupções recorrentes. Assim sendo, medir tempo por etapa estrutural, como montagem, armação, concretagem e desforma, ajuda a identificar onde o processo perde estabilidade.
Para o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o valor do indicador não está no número isolado, e sim na tendência. Se o ciclo oscila demais, há variabilidade. Se a oscilação aumenta ao longo da obra, a causa costuma estar em interferências, logística, qualidade do insumo ou falta de compatibilização com outras frentes.
Retrabalho estrutural e correções geométricas: O custo de produtividade que o canteiro sente
Correção de prumo, nível e alinhamento é um indicador indireto de produtividade. Quando a estrutura exige ajustes frequentes, o canteiro perde tempo que não aparece como “produção”, pois ele está apenas tentando recuperar a geometria esperada. Por conseguinte, acompanhar volume de correções, incidência de ajustes em formas, escoramentos e regularizações ajuda a revelar a real eficiência do processo.

A geometria é a base do acabamento. Como resultado, quando a obra reduz as correções na estrutura, ela ganha produtividade em cadeia, porque as etapas seguintes deixam de atuar como compensação.
Quando o indicador denuncia compensação?
Consumo de argamassa, aço, concreto e materiais de correção por unidade executada é outro indicador prático ligado à execução estrutural. Se o consumo real se distancia do previsto, a obra pode estar compensando variações: espessuras maiores de regularização, reforços adicionais, retrabalhos de concretagem ou perdas por logística. Dessa forma, o indicador não mede apenas custo, ele mede estabilidade do processo.
Como sugere o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, consumo anormal é sinal de interferência. Ele revela que a obra está gastando energia para corrigir algo que deveria estar resolvido no projeto ou no controle de execução.
A relação entre perdas, manuseio e fluxo
A execução estrutural depende de abastecimento e organização. Quando o canteiro movimenta material demais, a produtividade cai e as perdas aumentam. Assim sendo, indicadores de perdas por manuseio, quebra e retrabalho logístico se conectam diretamente ao desempenho da execução estrutural, pois interrupções de abastecimento podem quebrar o ritmo e gerar espera de equipe.
Como resultado, controle de produtividade em obra precisa olhar para o fluxo, não apenas para a mão de obra. Como pontua o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, se o material não chega com coerência, a estrutura para, e quando a estrutura para, toda a obra perde cadência.
Indicador útil é o que revela onde o prazo se perde
O controle de produtividade em obra melhora quando os indicadores estão ligados à execução estrutural e à sua capacidade de gerar fluxo. Ciclo de pavimento, tempo por etapa, correções geométricas, consumo por unidade e perdas logísticas revelam variabilidade e antecipam risco de atraso. Como conclui o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, medir produtividade é medir estabilidade: quando a estrutura executa com repetição e baixa correção, o cronograma deixa de ser promessa e passa a ser consequência.
Autor: Boris Ivanovich