Smart Mogi chega a mais de 170 procurados presos após flagrar homem armado com machado

Por Diego Velázquez 6 Min de leitura

Sistema de câmeras com reconhecimento facial identificou suspeito com condenações de quase 10 anos no bairro Mogi Moderno.

Uma cena chamou atenção de quem passava pela Avenida Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira, no Mogi Moderno, na terça-feira (28/07). Um homem caminhava empunhando um machado e transitando entre os carros, comportamento flagrado pelas câmeras do Smart Mogi, sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial da Prefeitura de Mogi das Cruzes. A partir do alerta, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) foram enviadas ao local e confirmaram que o suspeito tinha mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas, estelionato e resistência, com penas que somam 9 anos e 9 meses de reclusão, segundo informações do portal AR10. A prisão elevou para mais de 170 o número de procurados pela Justiça retirados de circulação na cidade desde que a tecnologia entrou em operação. O caso reacende uma dúvida comum entre moradores: como, afinal, funciona esse sistema que já virou marca registrada da segurança pública mogiana?

Como as câmeras identificaram o suspeito no Mogi Moderno

De acordo com o relato divulgado, a central de videomonitoramento do Centro de Operações Integradas (COI) percebeu o comportamento de risco do homem, que caminhava com o machado à mostra em uma via de trânsito intenso. A partir daí, os operadores passaram a acompanhar em tempo real o deslocamento dele e enviaram as viaturas da GCM mais próximas para uma abordagem preventiva. Durante a consulta aos bancos de dados de segurança pública, os agentes confirmaram a existência de mandados de prisão em aberto contra o suspeito.

O homem foi então desarmado e conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde a prisão foi formalizada. Ele segue sob custódia à disposição da Justiça, aguardando transferência para o sistema penitenciário. O episódio mostra como o cruzamento entre reconhecimento facial e bancos de dados judiciais tem sido usado como ferramenta de prevenção, já que a abordagem ocorreu antes de qualquer confronto direto com moradores ou comerciantes da região.

Como o Smart Mogi cresceu desde a implantação

Lançado no ano passado, o Smart Mogi é hoje composto por 730 câmeras espalhadas pela cidade, sendo 260 equipadas com algoritmos de reconhecimento facial e as demais voltadas à leitura de placas de veículos e ao monitoramento ostensivo das ruas, conforme dados divulgados pela própria Prefeitura de Mogi das Cruzes. O sistema já passou por ao menos uma ampliação, saindo de 648 para as atuais 730 câmeras, sinal de que o investimento na estrutura tem sido contínuo desde a implantação.

Casos semelhantes ao do Mogi Moderno já haviam sido registrados em outros pontos da cidade, como o Terminal Estudantes e o distrito de Cezar de Souza, quando pessoas procuradas por tráfico de drogas e outros crimes foram localizadas pelas câmeras e detidas pela GCM. A recorrência desses episódios ajuda a explicar por que o programa se tornou referência entre cidades do Alto Tietê que também avaliam investir em videomonitoramento com inteligência artificial.

O que muda na rotina de quem mora e trabalha em Mogi

Para moradores e comerciantes de bairros como o Mogi Moderno, a presença do Smart Mogi tem funcionado como um fator adicional de vigilância, já que o sistema opera de forma contínua e independe da presença física de agentes em cada esquina. Isso não substitui o policiamento tradicional, mas amplia a capacidade de resposta em situações de risco, como a de um homem armado circulando entre veículos em uma via movimentada.

A marca de mais de 170 procurados capturados desde a implantação do programa também serve como termômetro para avaliar a efetividade da tecnologia ao longo do tempo. Ainda assim, sistemas de reconhecimento facial exigem atualização constante dos bancos de dados e treinamento das equipes que recebem os alertas, para que a tecnologia continue entregando resultados consistentes e não gere abordagens equivocadas.

Casos como o do Mogi Moderno tendem a continuar aparecendo no noticiário da cidade à medida que o Smart Mogi segue em operação e a Prefeitura amplia o número de câmeras instaladas. Independentemente da avaliação que cada morador faça sobre o uso de reconhecimento facial, o episódio reforça que a tecnologia já mudou a forma como Mogi das Cruzes lida com pessoas procuradas pela Justiça, aproximando o cotidiano de segurança da cidade de discussões que também acontecem em grandes centros urbanos do país.

Fontes: AR10 | Prefeitura de Mogi das Cruzes

Compartilhe este artigo